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Pós-eleição e o mercado

26/10/2026

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Passada a eleição, o que move o mercado continua o mesmo: contas públicas, juros e cenário externo. Veja os números que importam para o seu patrimônio.

DÍVIDA PÚBLICA
+ de 78%
do PIB (setor público)
JUROS DA DÍVIDA
~R$ 1 tri
por ano, cerca de 9% do PIB
DÍVIDA FEDERAL
R$ 9,0 tri
em maio de 2026
JURO REAL
até 8,6%
ao ano nos títulos IPCA+
DÍVIDA DOS EUA
123,3%
do PIB, com déficit de 5,9%
IBOVESPA
+30,56%
em 12 meses, mas −8,47%
no trimestre
Por trás desses números, há movimentos que merecem atenção. Confira os principais destaques.
01   BRASIL

Dívida em alta, economia em ritmo lento

A dívida pública avança perto de 10% ao ano, enquanto o PIB cresce cerca de 1,1%. A Dívida Pública Federal passou de R$ 1,2 trilhão em 2006 para R$ 9,0 trilhões em maio de 2026. No ritmo de 2020–2025, chega a R$ 13,9 trilhões em 2030.

As contas públicas seguem como o principal ponto de atenção: endividamento elevado, déficit e rigidez orçamentária influenciam inflação, juros e crescimento.

02   JUROS

Prêmio alto para emprestar a longo prazo

Os prefixados pagavam entre 13,9% e 14,8% ao ano, e os títulos IPCA+, entre 7,9% e 8,6% de juro real (curva de 17/07/2026). Quanto maior a incerteza fiscal, maior o prêmio exigido para alongar prazos.

03   ESTADOS UNIDOS

Fiscal apertado, juros acima da média recente

Os EUA têm déficit de 5,9% do PIB e dívida de 123,3% do PIB. O Federal Reserve iniciou o ciclo de corte, mas os juros seguem acima do patamar praticado entre 2009 e 2021.

 

A economia americana ainda mostra força, mas já há sinais de deterioração: avanço da inadimplência e dos pedidos de falência.

04   CLASSES DE ATIVOS

Nossa leitura para cada classe

  • Pós-fixados: seguem relevantes, com carrego atrativo, liquidez e menor sensibilidade às oscilações de juros. No crédito privado, a prioridade são emissores de maior qualidade.
  • Prefixados: há oportunidade, mas com seletividade e preferência por vencimentos curtos diante da incerteza fiscal.
  • IPCA+: protege o poder de compra e gera juro real, com atenção à escolha de vencimentos e ao controle do prazo (duration).
  • Diversificação global: dólar, ouro e ativos internacionais reduzem a dependência do cenário doméstico, com exposição a outras moedas, geografias e setores.
  • Ativos de risco Brasil: tendem a oscilar mais. Pedem seletividade na bolsa, postura mais defensiva nos fundos imobiliários e caixa tático para aproveitar correções.

 

Fale com seu assessor e entenda como esse cenário se conecta aos seus planos.

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