Déficits constantes exigem nova emissão de dívida. Com juros elevados, essa dívida fica mais cara, o que gera mais déficit e mais desconfiança do investidor. Os números abaixo mostram esse ciclo.
Contas no vermelho há mais de uma década
O resultado primário, que exclui os juros, está negativo desde 2014, com exceção de 2022. Somados os juros, o resultado nominal ficou acima de 7% do PIB negativo em todos os anos desde 2023.
Juros mais que triplicaram desde 2020
Os juros pagos pelo Governo Central passaram de R$ 267 bilhões em 2020 para R$ 892 bilhões em 2025, ou 7,0% do PIB.
Juros já se igualam à Previdência
No setor público consolidado, os juros somaram R$ 1,0 trilhão em 2025. É praticamente o gasto da Previdência (RGPS) e mais que a soma de saúde e educação da União.
O que isso significa para o seu patrimônio
- Pressão persistente: com crescimento baixo, sem corte de gastos e com arrecadação insuficiente, a tendência é de mais déficit, mais dívida e maior custo financeiro.
- O que monitorar: medidas concretas e executáveis, capazes de estabilizar a dívida pública. São elas que devem mover a confiança e as expectativas.
- Proteção patrimonial: ouro e dólar funcionam como proteção estrutural contra o risco fiscal doméstico.
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